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Anónimo: Olá, primeiro quero dizer que seu Tumblr é uma coisa muito gostosa, tipo abraço de amigo, colo de mãe, sabe? Você escreve muito bem, parabéns. Segundo, gostaria de saber seu nome, pois gostei muito dos textos que você escreve e vou postar alguns na minha página no Facebook (com os devidos créditos, é claro) Mais uma vez, parabéns pelo Tumblr. Obrigado pela atenção, se cuida =)

Elogio bonito esse, abraço, adoro abraços. Agradeço o carinho, é bom saber que alguém se identifica com o que escrevo. Me chamo Gabriela Santarosa. Obrigada por avisar e creditar.  

Anónimo: TEM INSTAGRAM ? ME PASSA RS

Tenho sim, @gabsantarosa.

A ânsia que nunca adormece, um desejo crescente e agonizante que se entranhou nos confins da alma muito antes de qualquer indício de guerra. Não nomeio como tristeza, é demasiado libertador para carregar o peso das lágrimas. Tampouco parece feliz. É dessas coisas inexplicáveis que por serem inexplicáveis tentamos encontrar qualquer signo capaz de nos orientar até alguma resposta coerente. Aprendi à la boemia que nem tudo tem resposta, e coerência não aquece o peito, todos os momentos que me tiraram o fôlego se fizeram simplesmente por detalhes que se entrelaçaram até formar uma banalidade daquelas tão belas aos olhos que despertou taquicardia e, possivelmente, um sorriso ou lágrima - o corpo trai mais do que blasfêmias. Um alguém coerente não estaria agora em busca de explicação entre linhas desconexas quando afirmou nessas mesmas linhas que não há. Mas continuo, porque não há o que fazer, realmente não existe nada senão uma faísca no peito que tenta constantemente incendiar tudo o que houver do lado de dentro. E existe essa ânsia que nunca adormece, esse desejo crescente e curioso de descobrir o que acontece depois do ponto final, o que o fogo levará e o que continuará após. Penso muito no amanhã, apesar de fugir de retóricas futurísticas. O futuro me parece uma música antiga, por mais contraditório que soe, uma música que escutamos anos atrás e já esquecemos a letra, e então ela volta numa festa qualquer, num rádio qualquer, um domingo qualquer, até recordarmos cada tom. Tenho medo não ter do que lembrar até o refrão. 

G.

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